O ESPÍRITO E O CÉREBRO – Richard Simonetti

1 ¬– O cérebro de Einstein, preservado em laboratório e analisado por vários pesquisadores, tem características peculiares, que explicariam sua genialidade. A genialidade não é uma condição do Espírito?
Sem dúvida, a não ser que Deus estivesse fazendo dos fatores hereditários um jogo de dados. O Espírito reencarnante imprime no corpo em formação as características necessá

rias ao atendimento de seus compromissos.2 – E como fica a hereditariedade?
Os pais fornecem elementos hereditários relacionados com a estrutura física, a cor da pele, dos olhos… Quanto ao mais, os elementos hereditários são como tijolos para a construção de uma casa. Os tijolos são dos pais. a planta da casa é do proprietário.

3 – As características especiais do cérebro de Einstein constituiriam algo que ele próprio programou?
Ele e os mentores espirituais que o assistiam, a fim de que tivesse condições para exercitar na carne a genialidade que o caracterizava e que fez dele o maior físico de todos os tempos.

4 – Como situaríamos Stephen Hawking, o genial físico inglês, que desde os 21 anos foi acometido por uma esclerose que o deixou praticamente paralisado, incapacitado até para falar e, que, não obstante, é considerado o maior físico da atualidade?
Hawking tem um comprometimento motor que não afetou o cérebro. Este, se analisado revelará características peculiares, que favorecem suas lucubrações sobre o Universo, não obstante as grandes limitações físicas.

5 – Considerando que Einstein foi um missionário da Ciência, como situar Hawking com seu grave problema físico?
Um Espírito em provação, mas, também, um notável exemplo de superação, alguém que não se entregou, que não deixou de caminhar, embora os caminhos se estreitassem.

6 – Há pesquisas que parecem evidenciar que determinadas características de comportamento estão subordinadas às disposições cerebrais. O alcoolismo, a psicopatia, as neuroses, estariam “impressos” no cérebro. Seriam fruto de planejamento?
Desajustes que refletem a condição do Espírito não são planejados. Seriam apenas uma manifestação de suas tendências. Ainda aqui, o cérebro é apenas o agente, o veículo de manifestação do Espírito, com uma combinação de elementos hereditários que atendem à sua maneira de ser. Imaginemos um imã sob uma folha de papel, sobre a qual derramou-se limalha de ferro. A limalha formará um desenho correspondente ao campo magnético do imã.

7 – Isso significa que o comportamento antissocial e vicioso seriam irreversíveis?
Se assim fosse de nada valeriam a educação, o auto-aprimoramento, o empenho do Bem. Se Einstein não estivesse disposto ao trabalho, ao estudo, às pesquisas, de nada lhe valeria o cérebro privilegiado. Algo semelhante, no sentido inverso, acontece em relação às características negativas. Com o exercício da vontade seria possível superá-las, ainda que estivessem impressas no cérebro.

8 – Seriam eliminadas?
Digamos que seriam superadas no sentido de não impedir sua renovação. Imagine alguém que nasce com irreversível defeito nos pés. Com árduas disciplinas e exercícios ele acabará por exercitar os primeiros passos, embora com dificuldade. O defeito permanece, mas ele superará a impossibilidade de andar.