DIA DOS PAIS – Palavras de Emmanuel

“Honra teu pai e tua mãe, a fim de que tenhas vida longa na terra que o Senhor, o teu Deus, te dá” (Êxodo 20.12).

A todos que foram, são ou serão chamados pelo curso da vida a assumir a responsabilidade da paternidade, nossos parabéns!

O dia dos pais, além de ser um dia festivo, deve nos trazer reflexões.

A Doutrina Espírita nos esclarece que nada é ao acaso e que os vínculos que se formam por meio da família trazem causas anteriores a esta vida. Tais causas serão redescobertas após a desencarnação.

Por hora, pais e filhos. Ontem, irmãos, amigos, desafetos ou filho e pai. E muitas outras possibilidades!

Independente do papel que hora assumimos, somos companheiros de jornada.

Nos honrar, nos respeitar e nos entender é luz para o caminho.

Mais do que presentes no dia dos pais, devemos nos dar tolerância, presença e afeto. O que tem real valor nesta vida não se compra e podemos levar conosco quando partimos. Muitas vezes é mais fácil comprar um presente do que pedir um perdão ou dizer o quanto somos gratos por algo.

É hora de reforçarmos os laços caso estejamos próximos.

É hora de nos reaproximarmos caso estejamos distantes. Um pai faz tanta falta quanto à ausência de um filho.

Emmanuel nos lembra na mensagem Pais e Filhos, que: “Trazida a reencarnação para os alicerce dos fenômenos sócios-domésticos, não é somente a relação de pais para filhos que assume caráter de importância, mas igualmente a que se verifica dos filhos para com os pais. (…) Entre pais e filhos, há naturalmente uma fronteira de apreço recíproco, que não se pode ultrapassar, em nome do amor, sem que o egoísmo apareça, conturbando-lhes a existência.”

Mais adiante, destaca: “A existência terrestre é muito importante no progresso e no aperfeiçoamento do Espírito; no entanto, ao mesmo tempo, é simples estágio da criatura eterna no educandário da experiência física, à maneira de estudante no internato. Os pais lembram alunos, em condições mais avançadas de tempo, no currículo de lições, ao passo que os filhos recordam aprendizes iniciantes, quando surgem na arena de serviço terrestre, com acesso na escola, sob o patrocínio dos companheiros que os antecederam, por ordem de matrícula e aceitação.” (do livro Vida e Sexo).

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Assim, meus irmãos, podemos concluir que a responsabilidade é recíproca. Que o egoísmo que envenena tantas relações possa ser evitado dentro dos lares, em especial na relação hoje comemorada entre pai e filhos.

Aos pais, entendimento que paternidade não é propriedade e que os filhos têm um destino próprio a cumprir. Aos filhos, entender que os pais têm acertos e erros e fomos chamados a sermos filhos, não cobradores.

Aos que sentem a saudade do pai que já se foi, tenham a certeza do reencontro. A ausência não significa separação, jamais.

Para aqueles que o pai nunca chegou ou que se afastou, ainda assim e mais uma vez, fomos chamados a sermos filhos, não juízes.

Feliz Dia dos Pais!