A Grande Transição do Terra -Emmanuel

(…) Mas é chegado o tempo de um reajustamento de todos os valores humanos. Se as dolorosas expiações coletivas
preludiam a época dos últimos “ais” do Apocalipse, a espiritualidade tem de penetrar as realizações do homem físico,
conduzindo-as para o bem de toda a Humanidade.
(…)  São chegados os tempos em que as forças do mal serão compelidas a abandonar as suas derradeiras posições
de domínio nos ambientes terrestres, e os seus últimos triunfos são bem o penhor de uma reação temerária e infeliz,
apressando a realização dos vaticínios sombrios que pesam sobre o seu império perecível.
Ditadores, exércitos, hegemonias económicas, massas versáteis e inconscientes, guerras inglórias,
organizações seculares passarão com a vertigem de um pesadelo.
A vitória da força é uma claridade de fogos de artifício.
Toda a realidade é a do Espírito e toda a paz é a do entendimento do reino de Deus e de sua justiça.
O século que passa efetuará a divisão das ovelhas do imenso rebanho. O cajado do pastor conduzirá o sofrimento
na tarefa penosa da escolha e a dor se incumbirá do trabalho que os homens não aceitaram por amor.
Uma tempestade de amarguras varrerá toda a Terra.
(…) Condenada pelas sentenças irrevogáveis de seus erros sociais e políticos, a superioridade europeia desaparecera para sempre, como o Império Romano, entregando à América o fruto das suas experiências, com vistas à civilização do porvir. Vive-se agora na Terra um crepúsculo, ao qual sucederá profunda noite;
(…) “Bem- aventurados os pobres, porque o reino de Deus lhes pertence!
Bem-aventurados os que têm fome de justiça, porque serão saciados!
Bem-aventurados os aflitos, porque chegará o dia da consolação!
Bem-aventurados os pacíficos, porque irão a Deus!”

Sim, porque depois da treva surgirá uma nova aurora.
Luzes consoladoras envolverão todo o orbe regenerado no batismo do sofrimento.
(…) Revendo os quadros da História do mundo, sentimos um frio cortante neste crepúsculo doloroso da civilização ocidental.
Lembremos a misericórdia do Pai e façamos as nossas preces. A noite não tarda e, no bojo de suas sombras compactas,
não nos esqueçamos de Jesus, cuja misericórdia infinita, como sempre, feita de paz, de fraternidade e de redenção.

“A CAMINHO DA LUZ”
FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER/EMMANUEL
FEB