Crítica – Amores Inversos 2014

25/08/2014


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De Babá á Rainha do Lar

Uma baba extremamente tímida (Kristen Wiig de A Vida Secreta de Walter Mitty-ótima) é contratada para cuidar de um idoso (Nick Nolte) e da pré-adolescente Sabitha (Hailee Steinfeld de Bravura Indômita) cujo pai é um ex-presidiário((Guy Pearce de Homem de Ferro 3) tentando se livrar das drogas.Em uma brincadeira de muito mal gosto Sabitha e sua colega simulam um suposto interesse dele pela babá escrevendo-lhe uma carta de amor.Todavia,”sem querer, querendo”,acabam tendo um caso.Amores inversos ( Estados Unidos, 2014), de Liza Johnson. Drama.104 min.Nota :2,5

Nota - 2,5

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Crítica – Lucy 2014

25/08/2014

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Lucy desvenda a Teoria das Supercordas

Segundo o professor Norman (Morgan Freeman) o homem usa 10% de sua capacidade cerebral superado apenas pelo golfinho (20%), algo que lhe permite usar a ecolocalização( meio mais eficaz do que todos os sonares que já inventamos).Ocorre que ainda estamos mais preocupados em possuir bens materiais ao invés de conhecimento útil para transmitir ao próximo. Assim que essa mentalidade mudar, dominaremos grande parte dela.A exemplo de Lucy(Scarlett Johansson) – nome em homenagem a primata mais antiga do mundo descoberta pela ciência.

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A partir daí  poderemos controlar tanto nosso metabolismo quanto os campos eletromagnéticos ao nosso redor,pois os segredos mais profundos do Universo estão escondidos em nossa mente, e não, em formulas matemáticas como supúnhamos .Na verdade,a pessoa que melhor harmonizou:  corpo,  mente e   espírito,   controlando inclusive, a fome,o medo, a dor e o cansaço, e ainda, grande parte dos elementos da natureza- foi Jesus – nosso guia e modelo.O mesmo que se desmaterializou para estar em todos os lugares do planeta ,sobretudo ao nosso lado para sempre  . Lucy (França, 2014), de Luc Besson( O Quinto Elemento) .Ficção .Nota: 4,5 

Nota - 4,5

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O pós-humano de “Lucy” e o mito dos 10% do cérebro

Por Cinegnose


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“Lucy” (2014) do diretor francês Luc Besson (“O Quinto Elemento”, “Leon: The Professional”), com estreia marcada para esse mês nos cinemas, é mais um filme da safra atual com o tema do pós-humano (“Transcendence”, “The Machine”, “Limitless” etc.). Todos se baseiam em um mito que é o pressuposto da filosofia pós-humanista que anima a agenda tecnocientífica atual: o homem seria um ser limitado porque utilizaria tão somente 10% da capacidade cerebral. Sua limitação viria do corpo físico que nos aprisionaria no medo e na dor. Mito desconstruído por neurologistas sérios como Barry Gordon,  da John Hopkins School of Medicine. Por meio de drogas ou tecnologias cibernéticas o homem daria em “upgrade” em si mesmo, acessando 100% o “banco de dados” cerebral. “Lucy” revela uma nova religião onde Deus é substituído pela tecnologia e a alma pela informação.

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Certamente Nietzsche foi o primeiro filósofo a afirmar de modo mais enfático a necessidade de, ao invés de se aperfeiçoar, a espécie humana deveria superar a si mesma na direção de um supra-humanismo. A figura do super-homem nietzschiano assombrou o século XX onde o desenvolvimento tecnológico sem precedentes paralelo a guerras e extermínio apontaram para uma suposta imperfeição humana que deveria ser superada com o auxílio da tecnociência.

Acompanhamos na atualidade uma recorrência de produções cinematográficas que repercutem a última onda da agenda tecnocientífica atual caracterizada pelo que chamamos de tecnognosticismo: a crença de que toda a imperfeição humana deriva da necessidade de superação de três inimigos naturais: a realidade, o mal e a morte.

Filmes como Limitless (2011), The Machine (2013), Transcendence(2014) expressam a última fase do movimento pós-humanista da construção de um novo homem não apenas mediado por próteses ou por aquilo que chamamos de artificial. Esses filmes expressam algo mais além: a superação da própria carne com a descoberta de que aquilo que chamamos de humano encontra-se na mente, presa nas limitações físicas do corpo é que deve ser libertado por meio de up grades e up loads tecnológicos que convertam o humano em dados e informação.

Sem o corpo, a mente se espalharia livre não apenas por redes que fazem interface entre redes informáticas e neuronais, mas se disseminaria nos próprio tecido da realidade, em cada gotícula de água, molécula ou seiva de árvores. Vivemos a era utópica de um panteísmo digital.

Lucy (2014) do diretor francês Luc Besson (com estreia brasileira marcada para 28 de agosto) é mais um filme de ficção científica dentro dessa agenda pós-humanista. Só que enquanto os filmes acima citados fazem até algumas incursões filosóficas mostrando as ambíguas relações entre o homem e a tecnologia (principalmente em Transcendence onde são apresentadas as perigosas conexões entre tecnociência e a vontade de poder), em Lucy a atual agenda pós-humanista assume um tom propagandístico e apologético.

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O Filme

Após as suas performances como um ser digital em Ela (Her, 2013) e um extraterrestre em Sob a Pele (2013), a atriz Scarlett Johansson dá um próximo passo lógico no papel-título de Lucy. O conceito do filme é sobre o que aconteceria se um ser humano utilizasse 100% da sua capacidade cerebral, já que supostamente (e é esse o polêmico pressuposto do filme) apenas chegamos a utilizar 10%.

Lucy é uma jovem estudante norte-americana que frequenta festas pesadas com muitas drogas e diversão em Taipei, Taiwan. Ela é atraída para a rede de um impiedoso e poderoso chefão do crime coreano chamado Sr. Jang. Após seu namorado ser assassinado, ela é obrigada a tornar-se uma “mula” de drogas de uma substância sintética poderosa chamada CPH4. Sacos da substância são inseridos cirurgicamente em seu abdômen que são rompidos ao ser agredida por capangas do Sr. Jang.

Lucy não só sobrevive à overdose da droga mas começa a sofrer inesperados efeitos coleterais: progressivamente Lucy começa a acessar partes cada vez mais profundas do cérebro – 20%, 30% e assim por diante. Ela começa a possuir poderes telecinéticos, sensoriais como leitura da mente, interceptação de dados de redes de telecomunicações entre outros superpoderes que desafiam o entendimento humano.

A partir daí Lucy corre contra o tempo, pois seu corpo não suportará por muito tempo a potente droga: por isso ela irá para Paris em busca da ajuda do professor neurocientista Norman (Morgan Freeman) cujos conhecimentos guiarão os espectadores com suas explicações científicas a respeito da nossa subutilização do cérebro. Tudo isso com o cruel Sr. Jang e seus capangas no encalço.

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O mito dos 10%

Lucy é um anti-suspense: a cada dez minutos na narrativa seu cérebro sofre um upgrade e tem o seu poder ampliado, tornando-se cada vez mais invencível e uma verdadeira máquina de matar reduzindo a pó os desesperados capangas do Sr. Jang. O filme recicla de tudo, de 2001 de Kubrick a Matrix – sua capacidade de assimilação de dados é tão impressionante que passa a ver a própria realidade como uma rede infinita de fluxo de dados, invisíveis a olho nu, lembrando o herói Neo deMatrix.

Lucy baseia-se em uma falácia neurocientífica que transformou-se em um mito no qual se baseia o momento atual da filosofia pós-humanista: o mito da subutilização do cérebro. De acordo com artigo da revista Scientific American de 2008 do neurologista Barry Gordon (Johns Hopkins School of Medicine) “As pessoas utilizam apenas 10 por centos dos seus cérebros?”, o mito dos 10% é tão errado quanto risível.

“O que não é compreendido é como os neurônios das diversas regiões do cérebro colaboram para formar a consciência. Outro mistério escondido dentro do nosso córtex plissado é que, de todas as células do cérebro, apenas 10% são neurônios, os outros 90 são as células gliais, que encapsulam os neurônios e cuja função permanece em grande parte desconhecida… Há pessoas que tiveram seus cérebros feridos ou partes dele removido e que ainda vivem uma vida razoavelmente normal, mas isso porque o cérebro tem uma maneira de compensar” (“Do People Only Use 10 Percent of Their Brains?”- Scientific American, 07/02/2008).

Não é que nós usamos apenas 10% do nosso cérebro. Na verdade só conseguimos até aqui compreender o funcionamento de 10% dele.

Esse mito serve a toda a filosofia pós-humanista que motiva a atual agenda científica tecnognóstica: a metáfora do cérebro como um software que necessita de upgrades para realizar todo o seu potencial. E o que limita o potencial da mente? No filme, a própria protagonista Lucy fala em um dos seus monólogos de epifania tecno-mística: medo, desejo e dor.

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Uma nova religião tecnológica?

Por isso a carne nos limita, o corpo é uma prisão da qual devemos nos libertar. Só que dessas vez não será pela ascese, disciplina mental, ética e moral ou iluminação espiritual. A gnose é tecnológica: converter mente e espírito em um processador quântico de dados.

Desde que Nietzsche formulou a ideia de o homem superar a si mesmo, a filosofia do pós-humano passou por três fases bem distintas. Na primeira, anterior à Segunda Guerra Mundial, onde na literatura (J.D. Bernal, The World, The Flesh and The Devil), artes (futurismo e Bauhaus) e cinema (Metrópolis de F. Lang) que o desenvolvimento tecnológico levaria a humanidade a um processo de transcendência, mas o homem continuaria sendo homem: o que alteraria seria a percepção de novas realidades e possibilidades.

Com a cibernética e a tecnologia computacional do pós-guerra, a essência humana é reduzida à mente que, por sua vez, é traduzida como informação, processamento e cognição. Para o pensamento cibernético, os seres humanos não são tanto de carne e osso, mas padrões ordenados de informação.

Na fase atual, o próximo passo da evolução humana seria a libertação da mente da sua prisão corpórea (fonte da dor, medo e desejos carnais) para um uploadfinal numa espécie de panteísmo digital expresso no filme de Besson: na alucinante sequência em CGI onde vemos as partículas individuais de Lucy lutando para se libertar da prisão corpórea temos a preparação do espectador para o gran finalepanteísta ao melhor estilo do filme Transcendence como Johnny Deep.

Não importa se essa agenda pós-humanista ou tecnognóstica que anima a atual agenda tecnocientífica de fato vá se realizar. De que o futuro nos reserva uma existência sem corpos onde nos transformaríamos em anjos imortais que habitariam o divino céu cibernético da informação.

Na verdade ela é apenas filosofia ou conceito que anima toda uma pseudo-ciência da literatura de autoajuda e filmes e livros motivacionais que povoam o mundo corporativo do nosso dia-a-dia. Aquilo que filmes como O Segredo ou livros sobre o poder do “pensamento positivo” vendem: você só se tornará um vencedor nos negócios e na vida se conseguir se libertar de todas as imperfeições da carne, alcançando todas as potencialidades do seu Eu. Uma nova religião de salvação (assim como foi o cristianismo e o judaísmo), só que dessa vez Deus foi substituído pela tecnologia e a alma pela informação.


Crítica – Magia ao Luar 2014

25/08/2014

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Ateus e  Espíritas se Rendem a Magia do Amor 

Ambientado na Paris do começo do século xx ,época ainda das manifestações espíritas conhecida como mesas girantes. Na trama, Stanley (Colin Firth-ótimo) é um ilusionista especializado em descobrir charlatões. Logo vai à casa de uma linda vidente (Emma Stone) para lhe fazer uma bateria de perguntas. Ocorre que ela passa a adivinhar detalhes íntimos de sua vida pessoal abalando suas pétreas convicções. Ao longo da conversa nota-se claramente as personalidades antagônicas do ateu materialista  contra a meiga espiritualista. Enquanto ela visa ter uma instituição de caridade, ele quer ganhar dinheiro sobre  seus dons mediúnicos -um homem intolerante e agressivo que não respeita a fé dos outros. Porém,  Sophie se  defende serenamente, sem qualquer julgamento precipitado. Já Stanley foi incapaz de produzir palavras sentimentais(abstratas), ou algo que vai além do  limitado vocabulário físico-mecânico, onde certamente inexiste os  derivados da palavra amor.Nada que o tempo e o charme feminino não resolva,contudo;Pois é indiscutível que  as mulheres podem produzir milagres.Com Marcia Gay Harden. Magia ao luar (Magic in the Moonlight, EUA, 2014), de Woody Allen( Meia noite em Paris).Comédia. Nota: 3,3 

Nota - 3,5

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Crítica: Vingadores Confidencial – Viúva Negra e Justiceiro

23/08/2014

Postado originalmente em Mundo Bignada:

Os Assassinos Secretos da Marvel

Avengers Confidential- Black Widow and Punisher (2014)

Avengers Confidential- Black Widow and Punisher (2014)

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Crítica – Violette (1978)

23/08/2014

Rogerinho:

Não há nenhuma sombra de dúvida que Violette merecia se punida por homicídio doloso devido a sua personalidade doentia, fria e psicopata, motivo pelo qual ignorou a sentença do juiz tanto quanto a mãe por toda vida.Nota :3,5Nota - 3,5

Postado originalmente em Phoenix Cinema:

“I saw right away that this was someone perverse, with a distorted perception.”

Based on a true story, the Claude Chabrol film Violette explores the life and crimes of the troubled young Violette Noziere in 1930s Paris. The film very quickly establishes that Violette (Isabelle Huppert) leads a double life. Living with her parents in a cramped claustrophobic flat, she’s the dutiful, quiet modestly-dressed daughter–forbidden to even attend the cinema. But once she leaves the flat, she dons expensive clothing, cakes on the make-up and hits the streets. As she leaves home, even her demeanor changes. Violette shifts from the sullen silence of a child to a bold seductress. And once her submerged personality emerges, she smoothly earns money by prostituting herself to men she meets in bars and clubs.

Violette’s home life is peculiar. In the tiny flat, Violette sees everything that goes takes place between her mother (Stephane…

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Star Wars: The Clone Wars

22/08/2014

Postado originalmente em Será ki presta?:

Star Wars: The Clone Wars – 2008

Direção: Dave Filoni

Roteiro: George Lucas, Henry Gilroy, Steven Melching, Scott Murphy

Vozes: Matt Lanter, Ashley Eckstein, Ian Abercrombie, Nika Futterman, James Arnold Taylor, Kevin Michael Richardson, Christopher Lee, Samuel L. Jackson, Anthony Daniels, Tom Kane

Ver original 508 mais palavras


O Simbolismo Oculto em Pinóquio

22/08/2014

P1

 

Lançado em 1940, Pinóquio é um clássico da Disney que continua a ser apreciado por crianças e adultos em todo o mundo. No entanto, a história dessa marionete de madeira esconde uma alegoria espiritual baseada nos ensinamentos esotéricos, que raramente é discutida. Iremos olhar as origens desta aventura animada e o seu significado subjacente.

Quantas pessoas já não viram esse filme? Por outro lado, quantas pessoas estão cientes do verdadeiro significado subliminar de Pinóquio? Por trás da história de uma marionete tentando se tornar um bom menino, ela é uma história profundamente espiritual que tem suas raízes nas escolas misteriosas do ocultismo. Através dos olhos de um iniciado, a história das crianças sobre o “serem bons”, cheio de lições sobre “não mentir”, torna-se uma busca do homem para a sabedoria e iluminação espiritual.

Os comentários brutalmente honestos e sociais de Pinóquio mostram uma visão sombria do nosso mundo moderno e prescreve, talvez, uma maneira de escapar de suas armadilhas. Através de uma viagem à fundo no autor e às referências literárias, pode-se compreender o significado oculto e gnóstico do Pinóquio.

 

As Origens de Pinóquio

P2Carlo Lorenzini ou Carlo Collodi

Pinóquio foi originalmente escrito por Carlo Lorenzini (conhecido por seu pseudônimo, Carlo Collodi) entre 1881 e 1883 na Itália. Lorenzini começou sua carreira escrevendo nos jornais (Il Lampione e IlFanfulla), onde muitas vezes usou a sátira para expressar suas opiniões políticas. Em 1875, ele entrou no mundo da literatura infantil e usou essa saída para transmitir suas convicções políticas. A série Giannettino, por exemplo, muitas vezes referiu-se à unificação da Itália.


“Lorenzini ficou fascinado com a idéia de usar um amável personagem malandro como um meio de expressar suas próprias convicções através da alegoria. Em 1880 ele começou a escrever Storia di un burattino ( “A história de uma marionete”), também chamado Le avventure di Pinocchio, que foi publicado semanalmente no Il Giornale dei Bambini (o primeiro jornal italiano para crianças). “


 “Le avventure di Pinocchio”, um conto de fadas que descreve as aventuras de um boneco de madeira obstinado em sua busca para se tornar um menino de verdade, foi publicado em 1883:

 

P3

 

O trabalho de Lorenzini não foi apenas político. Seus escritos, especialmente “Le avventure di Pinocchio”, continham uma grande quantidade de aspectos metafísicos, que são frequentemente ignorados pelos leitores modernos. Um fato importante necessário para compreender completamente a profundidade do trabalho Lorenzini é que ele era um maçom ativo. O maçom italiano Giovanni Malevolti descreve o contexto maçônico de Lorenzini:


“Carlo Collodi teve  iniciação na Maçonaria, o mesmo se não pode ser encontrado em todos os registros oficiais, ele é universalmente reconhecido e muitas vezes referido. Aldo Mola, um não-maçom, que é geralmente definido como um historiador oficial da Maçonaria, expressou com certeza, o grande início do escritor na família maçônica. Acontecimentos na vida de Collodi parecem confirmar esta tese: a criação em 1848 de um documento chamado “Il Lampione” (The Beacon), que, como afirma Lorenzini, “iluminado todos os que estavam oscilando na escuridão”, ele também se considerava discípulo de um “apaixonado de Mazzini” (um proeminente maçom italiano e revolucionário). “


Collodi também podem ser encontrado neste documento publicado pela Grande Loja de toda a Inglaterra, com anúncio de maçons famosos. Malevolti continua:


“Há duas maneiras de ler “As Aventuras de Pinóquio”. O primeiro é o que eu chamaria de “profana”, onde o leitor, muito provavelmente, uma criança aprende sobre os percalços do boneco de madeira. A segunda é uma leitura a partir de um ponto de vista maçônico, onde os simbolismos pesados serão completos, sem substituir, a narração simples e literária de eventos “.


  Lorenzini escreveu Pinóquio após a longa tradução de textos místicos: uma história narrativa simples que pode ser apreciado pelas massas, com um sentido oculto reservado aossábios.

Análise do Filme

P4

 

Existem muitas diferenças entre o livro Collodi e o filme da Disney. O enredo foi simplificado e Pinóquio se tornou um inocente personagem e não é o desajustado, teimoso e ingrato, do livro original. Todos os elementos são fundamentais no entanto, ainda presentes na adaptação do filme, e a mensagem subjacente permanece intocada.

 
A Criação

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O filme começa com Gepeto, um escultor italiano, transformando um pedaço de madeira em um boneco. Ele dá o boneco caracteristicas de homem, mas continua a ser um boneco sem vida. Gepeto é, de certa forma, o Demiurgo de Platão e dos gnósticos. A palavra “Demiurgo” é traduzida literalmente do grego para o “fabricante, artesão ou artífice”. Em termos filosóficos, o Demiurgo é o “deus menor” do mundo físico, a entidade que cria seres imperfeitos que são mandados para as armadilhas da vida material. A casa Gepeto está cheia de relógios do seu ofício, que, como você deve saber, são usados para medir o tempo, uma das grandes limitações do plano físico.


“Fora do pleroma foi individualizado o Demiurgo, o mortal imortal, a quem nós somos responsáveis por nossa existência física e ao sofrimento que devemos percorrer em conexão com ela”  - Manly P. Hall, Ensinos secretos de todas as eras


 Gepeto cria uma ótima aparência para a marionete, mas ele percebe que precisa da ajuda do “Grande Deus” para dar Pinóquio a centelha divina necessária para se tornar um menino “real” ou, em termos esotéricos, um homem iluminado. Então, o que ele faz? Ele “deseja a uma estrela”. Ele pede ao Grande Deus (Grande Arquiteto dos maçons) para infundir Pinóquio com algo da sua essência divina.

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Poderia ser a estrela Sirius, a estrela flamejante da Maçonaria?

A “Fada Azul”, representante do Grande Deus, em seguida, desce à terra para dar Pinóquio uma fagulha da Mente Universal, o nous “dos gnósticos”.


“Foi afirmado pelos cristãos gnósticos, que a redenção da humanidade foi assegurada através da descida do Nous (Mente Universal), que foi um grande ser espiritual superior ao Demiurgo e que, entrando na constituição do homem, conferiu a imortalidade consciente sobre as fabricações de Demiurgo “.


P7

A fada confere a Pinóquio o dom da vida e o livre-arbítrio. Embora ele esteja vivo, porém, ele não é ainda um “menino de verdade”. Nas escolas de mistério é ensinado que a vida real só se inicia após a iluminação. Antes de tudo isto não é nada, mas lenta decadência. Quando Pinóquio pergunta: “Eu sou um menino de verdade?”, A resposta da Fada é: “Não Pinóquio. Prove-se corajoso, verdadeiro e altruísta e um dia você será um menino de verdade”.

Este tema de auto-confiança e do auto-aperfeiçoamento, é de forte inspiração gnóstica. Os ensinamentos maçônicos dizem: a salvação espiritual é algo que tem de ser merecida através da auto-disciplina, auto-conhecimento e força de vontade intensa. Maçons simbolizam este processo com a alegoria do Rough e do Ashlar Perfeito.


“Na Maçonaria especulativa, uma pedra bruta é uma alegoria para o maçom não iniciados antes da sua iluminação descobrindo. Ashlar A Perfect é uma alegoria de um maçom que, através da educação maçônica, trabalha para conseguir uma vida decentes e diligentemente se esforça para obter a iluminação. No Grau Companheiro, vemos o uso do Rough e silhares Perfeito. A lição a ser aprendida é que, por meio da educação e da aquisição de conhecimentos, um homem melhora o estado de seu ser espiritual e moral. Como o homem, cada pedra bruta começa como uma pedra imperfeita. Com a educação, a cultura eo amor fraternal, o homem é moldado em um ser que tenha sido julgado pelo quadrado da virtude e circundadas pelo compasso de seus limites, dado a nós por nosso Criador”. - Masonic Lodge of Education


Da mesma forma que os maçons representam o processo de iluminação pela transformação de uma pedra bruta em uma suave, Pinóquio começa sua jornada como um pedaço de madeira bruta e procurará suavizar suas bordas para finalmente se tornar um menino de verdade. Nada, no entanto, foi entregue a ele. Um processo alquímico interior precisa acontecer para que ele fosse digno de iluminação. Ele tem que atravessar a vida, a sua luta contra as tentações, e usando a sua consciência (encarnado pelo Grilo Falante), ele tem de encontrar o caminho certo. O primeiro passo é ir para a escola (simbolizando o conhecimento). Depois disso, as tentações da vida rapidamente cruzam o caminho de Pinóquio.

* Gepeto pode ser comparado a Jeová ou Zeus. A Fada(Serpente) foi a mensageira responsável  pela transição entre o instinto e a  ciência(fruto) do conhecimento.Segundo o espiritismo após ele adquirir as virtudes  supramencionadas opostas ao orgulho e ao egoismo se tornará um humano de verdade. Em outras palavras  um Espirito Puro  porque se livrará das impurezas mundanas.    

 
A Tentação da Fama e Fortuna

P8

 

Em seu caminho para a escola, Pinóquio é interrompido por Foulfellow, a raposa (não um nome muito confiável) e Gideão, o gato que irá atraí-lo para o caminho fácil “para o sucesso”: O show business. Apesar das advertências de sua consciência, a marionete segue os personagens obscuros e é vendido a Stromboli, o promotor beligerante do show de marionetes. Durante sua performance, Pinóquio familiarizasse com os lados do caminho “fácil”: fama, fortuna e até bonecos de mulheres ”quentes”, sensuais.

Pinóquio, porém, aprende rapidamente os grandes custos deste aparente sucesso: ele não pode voltar a ver seu pai (o Criador), o dinheiro que ele gera só é usado para enriquecer o Stromboli, seu “treinador”, e ele vê o destino que o espera quando ele envelhece.

 

P9

 

É uma descrição triste do show business, não é? Ele é basicamente nada mais do que um fantoche. Depois de ver a verdadeira natureza do caminho “fácil”, Pinóquio descobre o triste estado em que ele está, ele é enjaulado como um animal e esta à mercê de um titereio cruel. Ele foi enganado em vender sua alma.

 

P10

 

Pinóquio então ganha de volta sua consciência (Grilo Falante) e tenta escapar. Toda a consciência do bem no mundo não pode no entanto salvá-lo, o grilo não pode abrir a fechadura. Nada menos do que uma intervenção divina é necessária para salvá-lo, mas não antes que ele seja verdadeiro para a Fada (mensageiro divino) e o mais importante, para si mesmo.

* Como todos nós, Pinóquio foi criado simples e ignorante. Assim como Adão visou a auto-suficiência -ao comer o fruto proibido- o que lhe afastou do criador menor , a partir do momento que pensou só  em si mesmo( em oposição ao primeiro mandamento: amar a Deus sobre todas as coisas), desobedecendo –  característica marcante do Velho Testamento- sua consciência adquirida com o livre arbítrio ( Grilo Falante) . Logo troca a escola(conhecimento)  pela fama e fortuna dos vícios intermináveis( a porta estreita pela porta larga), se arrependendo mais tarde- o primeiro sinal de evolução do espirito.Deus é misericordioso contudo, e nunca nos abandona. Numa segunda chance envia a fada  para libertá-lo da gaiola.Inseguro,porém   durante a acareação, o boneco mente seguidamente(  outra característica marcante de espíritos impuros).

 

P11

 
As Tentações

P12

 

De volta no caminho certo, Pinóquio é interrompido novamente por Foulfellow, a Raposa, que vai atrai-lo para ir ao “Pleasure Island”, um lugar sem escola (conhecimento) e as leis (moral). As crianças podem comer, beber, fumar, combater e destruir a vontade, tudo sob o olhar atento do cocheiro.

Pleasure Island é uma metáfora para a vida do “profano”, que caracteriza-se por ignorância do conhecimento maçônico, a busca da gratificação imediata, e a satisfação de baixos impulsos. O cocheiro incentiva esse comportamento, sabendo que é um método perfeito para criar escravos. Os rapazes que se entregam o suficiente, se transformar em burros, então explorados pelo cocheiro para trabalhar em uma mina. Outra representação bastante negativa, desta vez das massas ignorantes.

 

P13

 

Pinóquio começa a se transformar em um burro. Em termos esotéricos, ele está mais perto do seu “eu material”, personificado por este animal teimoso, que é “seu eu espiritual”. Esta parte da história é uma referência literária para Apuleio, a “Metamorfoses ou Asno de Ouro”, um trabalho clássico estudado em escolas místicas, como a Maçonaria.

 

P14

“As Metamorfoses” descreve as aventuras de Lúcio, que é tentado pelas maravilhas da magia, por causa de sua loucura, transforma-se em um burro. Isto leva a uma longa e árdua jornada onde ele finalmente é salvo por Ísis e junta-se o seu culto místico. A história das metamorfoses tem muitas semelhanças com o Pinóquio por sua linha de história, a sua alegoria espiritual e seu tema de iniciação ocultista

Pinóquio, uma vez que recuperou a consciência, escapou da prisão da vida profana e fugiu de Pleasure Island.

* Novamente tentado pela raposa é encaminhado para Ilha dos Prazeres.Longe do conhecimento moral,espiritual.Apegado as prazeres materiais transforma-se num  viciado,”Burro”, ovoide,vampiro( para os  espíritos desencarnados)

A Iniciação

P15

Pinóquio volta para casa para se unir ao seu pai, mas a casa está vazia. Ele descobre que Gepeto foi engolido por uma baleia gigante. O boneco, em seguida, salta na água e é também, engolido pela baleia, a fim de encontrar o seu Criador. Esta é a sua iniciação final, onde ele tem que fugir da escuridão da ignorância da vida (simbolizada pelo ventre da baleia gigante) e o ganho de luz espiritual.

Mais uma vez, Carlo Collodi foi fortemente inspirado por uma história clássica de iniciação espiritual: o Livro de Jonas. Encontrado no Cristianismo, Islamismo e Judaísmo, Jonas e a Baleia também são lidos nas escolas místicas.


“Jonas é também o personagem central no livro de Jonas. Ordenado por Deus para ir para a cidade de Nínive profetizar contra ela “pois a sua maldade subiu até mim”, Jonas procura em vez disso, fugir “da presença do Senhor”, indo para Jaffa e numa vela, navegou para Társis. Uma enorme tempestade se levanta e os marinheiros, percebendo esta não ser uma tempestade comum, jogam sortes e aprendem que Jonas é o culpado. Jonas admite isso e afirma que, se ele é jogado ao mar, a tempestade vai cessar. Os marinheiros tentam levar o navio para a costa, mas acabam jogando-o ao mar. Jonas é milagrosamente salvo ao ser engolido por um peixe grande, especialmente preparado por Deus, onde passou três dias e três noites (Jonas 1:17). No capítulo dois, dentro do grande peixe, Jonas reza a Deus na sua aflição e se compromete a ação de graças e de pagar o que ele prometeu. Deus ordena o peixe que vomite Jonas para fora.” - Wikipédia


P16Jonas depois de sua ”iniciação” espiritual

Manly P. Hall, explica o significado oculto do Jonas e a Baleia para os místicos:


“Quando usado como um símbolo do mal, o peixe representava a Terra (homem inferior da natureza) e da tumba (túmulo dos mistérios). Assim foi Jonas três dias no ventre do peixe “grande”, como Cristo foi de três dias no túmulo. Vários pais da igreja primitiva acreditavam que a “baleia”, que engoliu Jonas era o símbolo de Deus Pai, que, quando o profeta infeliz foi lançado ao mar, aceito Jonas em sua própria natureza, até um lugar de segurança foi alcançado. A história de Jonas é realmente uma lenda da iniciação nos mistérios, e os peixes “grandes” representa a escuridão da ignorância que engolfa o homem quando ele é jogado para o lado do navio (nasce) no mar (vida).” - Manly P. Hall, The Secret Teachings of All Ages


P17Jonas emerge de dentro da baleia com a palavra de Deus

 Pinóquio atravessou as dificuldades da iniciação e saiu da escuridão da ignorância. Ele emerge da tumba, “ressuscitado”, como Jesus Cristo. Ele agora é um menino “real”, um homem iluminado, que rompeu os grilhões da vida material para abraçar o seu “eu superior”. O Grilo Falante recebe um crachá de ouro maciço da fada, o que representa o sucesso do processo alquímico de transformação da consciência de Pinóquio, de um metal bruto em ouro. O “Grande Trabalho” foi realizado. O que resta fazer? Um grupo de acordeões loucos, é claro!

*Longe das tentações Pinóquio finalmente vai ao encontro do Pai acabando na escuridão que é o ventre Baleia. Gepedo tenta convence-lo a ficar, mas dessa vez ele está decidido a mudar.  Então,assim como Jesus e Maria Madalena, passou com exito no teste supremo – O teste do sacrifício em amor a Deus em troca do conforto  de si mesmo( sublimação,resignação).   

P18

 

 

Conclusão

 

Visto através dos olhos de um iniciado, a história de Pinóquio, em vez de ser uma série de aventuras aleatórias infantis, na verdade, torna-se uma alegoria espiritual profundamente simbólica. Detalhes no filme, que são aparentemente insignificantes, de repente revelam uma “verdade esotérica, ou pelo menos um comentário brutalmente honesto e social. Inspirado em clássicos da metafísica, como “As Metamorfoses” e “Jonas e a Baleia”, autor da história, Carlo Collodi, escreveu um conto moderno de iniciação mística, que é o aspecto mais importante da vida maçônica.

Embora a fidelidade de Walt Disney à Maçonaria sempre fora controvertida, a escolha desta história como o segundo filme de animação já criados pelo estúdio é muito reveladora. Muitos detalhes simbólicos acrescentados para o filme, manifestam um grande entendimento do significado oculto subjacente do livro de Collodi. Considerando as inúmeras re-edições de Pinóquio e seu mundo, um sucesso mundial, pode-se dizer que o mundo inteiro foi testemunha de seu caminho para a iluminação, mas muito poucos plenamente compreenderam a verdade por detrás da história.

Quando colocado em comparação com outros outros artigos deste Blog, que revelam significados bastante sinistros, a história de Pinóquio é um exemplo do lado mais nobre dos ensinamentos ocultistas. Esforçam por atingir um nível mais elevado de espiritualidade através do auto-aperfeiçoamento, que é um tema universal, encontrado na maioria das religiões. Pinóquio continua a ser tipicamente maçônico e revela o fundo filosófico dos que estão no controle dos meios de comunicação de massa.  Nota : 5,0 

*  observações  deste blog

 http://midiailluminati.blogspot.com.br/2010/12/o-simbolismo-oculto-em-pinoquio.html

Fonte: VigilantCitizen

Nota - 05


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