Com Fantasmas Não se Brinca

09/06/2014

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Segundo a própria narradora : a maioria dos filmes de terror inicia-se em uma casa mal-assombrada cuja historia envolve tragicamente os antigos moradores. Ultimamente  tem se usado  aparelhos especiais para invocar espíritos zombeteiros em vez dos meios clássicos . Dessa vez, escolheram competentes protagonistas adolescentes(Liana Liberato conhecida do filme Reféns e Harrison Gilbertson) ao estilo Crepúsculo.Curiosos ignorantes adentrando ao Reino das Sombras como se a vida no Além não fosse além da famosa brincadeira do copo.Ledo engano. A face do mal (Haunt, EUA, 2013), de Mac Carter .Terror. 86 min. Nota :2,5 

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Amar sem se apegar

09/06/2014

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Na década de 1980 Lagoa Azul marcou as tardes da Globo, enquanto Amor sem fim as noites do SBT,digo TVS (ambos estrelados por Brooke Shields).Este desenvolvido a partir da belíssima música de Lionel Richie com cenas  maravilhosas e inesquecíveis aos olhos da sétima arte.

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Já o  ramake, apesar de ser um filme comum, é leve e mais realista do que o anterior, pois  retrata o verdadeiro amor  desapegado da carne e dos bens materiais em vez da desenfreada paixão adolescente  e da ganância humana-algo que aqui  quase custou a vida do pai de Jade(Bruce Greenwood). Além disso,Hugh  também  compreendeu que a filha de 17 anos(Gabriella Wilde) precisa viver um pouco mais a vida antes de exercer sérias responsabilidades sem volta. Com Alex Pettyfer( A Fera).Amor sem fim (Endless Love, EUA, 2014), de Shana Feste.Drama. 104 min. Nota :3,3

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O que é Psiquismo? Algo que se desenvolve no ser humano? A que se refere?

08/06/2014

Rogerinho:

psiquismoPor – Joilson José Gonçalves Mendes

 Conceitos 
Ao tratarmos deste tema, convém iniciarmos pelos conceitos do que venha a ser o psiquismo, os quais encontramos no dicionário Houais as seguintes classificações: Na Filosofia o Psiquismo faz parte de uma doutrina filosófica que supõe ser a alma formada por um fluido especial que anima todos os seres vivos. Para a Psicologia é um conjunto dos processos psíquicos do ser humano ou do animal tomado genericamente; conjunto das características psíquicas de um indivíduo, e ainda, atividade psíquica de um indivíduo, tomada separadamente da orgânica. Dentre estas especificações ficaremos com a primeira por melhor atender aos nossos propósitos, estar em consonância com a Doutrina Espírita e entendermos que o Psiquismo é o próprio espírito.

Evolução do cérebro

“o psiquismo dorme no mineral, sonha no vegetal, sente no animal, pensa no homem”. (Joanna de Ângelis)

Na questão 607 de O Livro dos Espíritos, Kardec pergunta sobre a origem da alma do homem; onde o espírito cumpre a primeira fase de sua evolução. Os espíritos respondem que esta primeira fase acontece numa série de existências que precedem o período a que chamamos de humanidade.

Segundo o cientista Paul MacLean, citado por Joana de Angelis, a evolução do cérebro ocorre em três fases, sendo no cérebro primitivo, em que encontramos semelhanças em algumas famílias de peixes, répteis e tartarugas marinhas; é ele o responsável por alguns comportamentos básicos e programações naturais de comportamento instintivo para a conservação da vida e das espécies, tais como a fome, a sede, o sono, o impulso sexual, etc. Comanda nossa agressividade e a nossa reação de fuga ou de luta diante de um perigo eminente. Faz com que a linguagem primitiva confunda-se com nossos gestos e comportamentos não-verbais. Transmite a sensação de perigo e de conforto em nosso espaço territorial. Possui duas particularidades próprias: a) os gestos instantâneos das pessoas que são aqueles atos reflexos, oriundos da nossa mais antiga e sábia natureza. b) a composição dos nossos espaços, quando nos relacionamos com outras pessoas, pelo fato dos mesmos significarem defesa instintiva do perímetro de sobrevivência.

Em seguida desenvolvemos o cérebro límbico que é o responsável pelos estímulos sensoriais. Nesta fase ocorreu a inclusão da glândula pituitária, responsável pelo comportamento emocional, influenciando nossas emoções e sentimentos: prazer ou sofrimento, sucesso ou fracasso, motivação ou desmotivação, etc. Foram incluídos nossa memória, identidade e senso de valores. É responsável, ainda, pela adaptação ao meio ambiente e social regulando a manutenção e integração do grupo a que pertencemos.

A última fase de desenvolvimento do cérebro denomina-se de cérebro mamífero novo, em que se desenvolveu basicamente o córtex cerebral. É o local do pensamento consciente, da elaboração de estruturas imaginárias e da invenção. Local da análise, do raciocínio, da intuição e da linguagem específica do homem. Transforma as reações cerebrais em linguagem verbal e não verbal. Produz atividades complexas como a leitura, a escrita e o cálculo matemático. Finalmente, o córtex analisa, antecipa, decide e conceitua.

Segundo Joana de Angelis as duas primeiras fases levaram cerca de 150 a 250 milhões de anos para o seu desenvolvimento, enquanto esta última, algumas dezenas de milhões de anos. Isto confirma aquele adágio muito proferido nos meios doutrinários de que “a evolução não dá saltos”. A autora espiritual explica que: “O desafio do sono é muito grande, face ao largo período de permanência nas faixas primárias do processo da evolução, pelo qual passa o ser no seu crescimento espiritual”.

Acreditamos que é devido a esta explicação dada por Joana que encontramos muitas pessoas que demonstram pouquíssimo interesse em obter conhecimentos sobre os assuntos espirituais, pessoas que preferem ficar em casa dormindo ou assistindo a um programa de televisão a irem realizar algum trabalho útil ou se instruírem sobre a espiritualidade ou qualquer assunto que seja. Este estado de “sonolência” em que nos encontramos é uma grande barreira a ser vencida e, por mais que tenhamos permanecido milhares de anos estacionados nos primórdios de nossa criação, é chegado o momento de despertarmos a consciência para os assuntos do espírito.

Matéria Física e Matéria Mental

“É indispensável que o homem se resolva por utilizar do admirável arsenal de recursos que possui, aplicando os valores edificantes a serviço da sua felicidade”.( Joanna de Ângelis)

Sabe-se que a matéria é expressão da energia em diferentes condições de vibração e velocidade, a energia mental também se manifesta conforme as variações da corrente ondulatória, em corpúsculos da matéria mental.

André Luiz, em Mecanismos da Mediunidade, ensina que, ao vibrarem os átomos da matéria mental, o que corresponde à formação de calor na matéria física, gera-se ondas de comprimento longo. Estas ondas longas têm como objetivo sustentar a integração da nossa unidade corporal, mantendo interligado o universo de células que compõem o nosso corpo físico.

Curiosamente alguns monges tibetanos conseguem secar um lençol úmido enrolado ao corpo, por meio da concentração e um tipo especial de respiração denominada de respiração “tumo”. Fica-nos a dúvida se o que André Luiz ensina sobre esta vibração dos átomos da matéria mental, estaria relacionado com a prática realizada por pessoas com conhecimentos milenares sobre a estrutura da psique humana.

Quando estamos em estado de concentração e/ou oração, fazemos vibrarem os elétrons da matéria mental e assim produzimos ondas de comprimento médio. Este estado confere a produção de luz interior, que se irradiam e mudam de tonalidades conforme a energia atinja os elétrons da superfície ou das proximidades do núcleo do átomo mental.

Não raras vezes ouvimos por parte de médiuns videntes, que viram uma luz ao redor de determinada pessoa. Sabe-se que o campo áurico é composto por luzes que estão ao redor de cada um de nós e conforme nosso estado emocional apresenta-se com determinada cor. Encontramos, nas obras espíritas, vários relatos de pessoas que ao desencarnarem, encontraram com parentes, amigos e outros espíritos que apresentavam uma luminosidade muito diferente dela, muitas vezes sentindo até vergonha de sua condição espiritual.

Outro tipo de onda que somos capazes de produzir, quando ocorre à excitação do núcleo atômico, no campo da mente é chamada ultracurta. André Luiz explica que estas ondas podem surgir devido a “…emoções profundas, as dores indizíveis, as laboriosas e aturadas concentrações de força mental ou as súplicas aflitivas…” e que tem o poder de transformar o campo espiritual, que estas ondas são semelhantes aos raios gama. (grifo nosso)

É senso comum no meio espírita, que nós evoluímos de duas maneiras, pelo amor ou pela dor. Quantas vezes ouvimos alguém narrar ou lemos em livros e revistas, histórias de pessoas que após passarem por um momento difícil em suas vidas, de terem sofrido muito, resolveram mudar sua maneira de ser? O que é que as fez mudar? Outros casos de pessoas que vivenciaram uma experiência em que um sentimento de profundo amor as invadiu e desde então seus paradigmas mudaram e passaram a ter uma nova compreensão da vida? Monges que após incansáveis momentos de meditação alcançaram a iluminação interior? Não estariam estas experiências relacionadas à explicação dada por André Luiz?

Este assunto nos leva dentre outras, a seguinte reflexão: Allan Kardec em sua infinita sabedoria disse que“Fora da caridade não há salvação”. Infelizmente encontramos pessoas, mesmo no meio espírita, que dizem ser contra certas práticas caridosas por parte de alguns confrades do centro que freqüentam. Sabemos também que muitas vezes ao praticarmos um ato caridoso, um sentimento de paz e alegria interior nos preenche de tal maneira que não encontramos palavras para explicarmos o que realmente estamos sentindo. Ao retornarmos aos ensinamentos de André Luiz, acima, sobre as ondas ultracurtas, que geramos interiormente e que tem o poder de transformar nossa estrutura espiritual, indagamos: Não estaríamos gerando tais ondas e promovendo alguma transformação interior? E se assim for, como deixar de praticar a caridade? Mas para que esta transformação aconteça se faz necessário o sentimento, a emoção que faz vibrar os átomos mentais, que fará vibrar os elétrons e em uma intensidade maior faremos vibrar o núcleo destes átomos mentais, que por sua vez produzirão as ondas ultracurtas, mudando assim, nosso comportamento e nossa condição espiritual.

Na verdade, quando praticamos a caridade não estamos ajudando apenas o nosso irmão menos favorecido, e sim, a nós próprios. Muitos sábios e iluminados na antiguidade disseram que estamos todos interligados, que não existe o outro, somos todos UM. Hoje em dia alguns físicos quânticos transmitem o mesmo ensinamento com base em formulações matemáticas complexas.

Talvez esteja aí o significado das palavras do Mestre Jesus quando ensinou que: “…quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes…”. (Mt C 25, v 40) e quando pediu para que amássemos uns aos outros, que amássemos o próximo como a nós mesmos. Praticar a caridade não se trata de sermos paternalistas, e sim de evolução espiritual. Quando a maioria das pessoas se conscientizarem disto e praticarem a caridade com amor, produziremos uma carga energética tão grande que seremos capazes de mudarmos o mundo. Pensemos nisso.

Já caminhamos por milhões de anos como afirma Joana e nesta jornada conquistamos maravilhas espirituais, somos capazes de induzir multidões ao expressarmos qualquer pensamento em que acreditamos. Nossos pensamentos, idéias e convicções nos ligam de forma compulsória a todos aqueles que comungam conosco, exemplos são as obsessões, os grandes líderes e o próprio Jesus. Como espíritos eternos, somos fontes geradora de vida, que se modifica pelo impulso mental. Projetamos para fora de nós as formas-pensamentos, as figuras e os personagens de todos os nossos desejos, com todo o conteúdo do cenário elaborado. Temos cerca de 60.000 pensamentos por dia, como os utilizamos? Adquirimos a condição de sermos co-criadores com o Criador, ensina André Luiz. Conhecemos pouco sobre a mediunidade e são vários os tipos classificados por Allan Kardec em o Livro dos Médiuns. Ainda desconhecemos as nossas reais potencialidades, mas chegará o dia em que todos estes “mistérios” nos serão revelados. Cabe a cada um, por sua vez, lutar contra o sono e a preguiça mental que os entorpece e entrava a evolução, para que despertemos para o amor e passemos a agir com a consciência de seres totalmente despertos.

“Vives consoante pensas e almejas. Consciente ou inconscientemente.

Conforme dirijas a mente, recolherás os resultados.

Possuis todos os recursos ao alcance da vontade.

Canalizando-a para o bem ou para o mal, fruirás saúde ou doença.

Tem em mente, no entanto, que o teu destino é programado pela tua mente e pelos teus atos, dependendo de ti a direção que lhe concedas”. (Joanna de Ângelis)

REFERENCIAL BIBLIOGRÁFICO

- Franco, Divaldo Pereira. Da obra: Momentos de Felicidade. Pelo Espírito Joanna de Ângelis

- Franco, Divaldo Pereira .Vida desafios e soluções – Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis

- Franco, Divaldo Pereira .Triunfo pessoal – Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis

- Xavier, Francisco Candido. Mecanismos da mediunidade – Pelo Espírito André Luiz

- Kardec, Allan. O livro dos espíritos

http://doutrinaespiritananet.blogspot.com.br/2011/05/o-psiquismo-e-seu-potencial.html

Postado originalmente em Psicosaber:

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A raiz etimológica da palavra psicologia (do grego /psyché/ = alma) significa ciência da /alma/.

 

O verdadeiro objeto material da Psicologia é o psiquismo e os derivativos sentimentos que advêm dele.

 

Do ponto de vista da Psicanálise, o psiquismo se constitui a partir da história libidinal de cada um, das marcas de prazer-desprazer realizadas a partir das relações primordiais do bebê com o outro humano. Estas marcas estabelecem, paulatinamente, uma organização psíquica, um modo de operar com as exigências do próprio corpo e do mundo.

 

Freud postulou duas tópicas para a abordagem do “aparelho psíquico”. Na primeira, apresenta uma abordagem da topografia do psiquismo composta pelo Inconsciente, Préconsciente e pelo Consciente; já a segunda tópica refere-se à abordagem estrutural do psiquismo, que estabelece o Eu, o Supereu e o Isso (Ego, Superego e Id) como suas estruturas.

 

Já a psicopatologia é um discurso, um se debruçar…

Ver original 899 mais palavras


Ditadura Dentro e Fora da Escola

06/06/2014

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Ambientado em 1982 durante a ditadura militar argentina, uma professora (Julieta Zylberberg ) ajuda a administrar um colégio tradicional fundado no século XVIII, tão rigoroso quanto o regime governamental lá fora.Jovens  são transformados em robôs de terno e gravata, semelhante ao clipe The Wall do Pink Floyd. Rigorosa em sua disciplina a catedrática  enrustida de 23 anos, acaba viciada pelo excesso transformado em voyeurismo imposto pelo diretor e déspota(Osmar Núñez).Tantas emoções reprimidas começam  a lhe fazer mal á saúde como um vulcão impedido de entrar em erupção.O Olhar Invisível.La mirada invisible, Argentina/França/Espanha, 2010, de Diego Lerman ,95 min,14 anos. Nota : 3,5

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A Evolução Segundo o Espiritismo

06/06/2014

Via : Saindo da Matrix

A Evolução Segundo o Espiritismo

Allan Kardec, em toda a sua obra, procurou demonstrar que o Espiritismo nada tem a ver com o maravilhoso e o sobrenatural, e não guarda relação com nenhum tipo de superstição. Assim, a teoria da evolução no espiritismo está intimamente atrelada à da ciência. Claro, é preciso reconhecer que, na codificação de Kardec, está atrelada ao que se sabia de ciência de SUA época, com todas as suas falhas e preconceitos (e daí advém as críticas de que Kardec era racista, e tal). Mas, como o próprio Kardec postulou: “Caminhando de par com o progresso, o Espiritismo jamais será ultrapassado, porque, se novas descobertas lhe demonstrassem estar em erro acerca de um ponto qualquer, ele se modificaria nesse ponto. Se uma verdade nova se revelar, ele a aceitará”. Assim, cabe aos espíritas a atualização da doutrina através de um contínuo estudo.

O diferencial aqui é que, no espiritismo, toda a explicação da evolução do universo, planetas e seres se processa de acordo com a ciência, mas possui sua causa em uma inteligência (ou inteligências), durante todo o processo. Creio que seja análoga a Teoria do Design inteligente, que é diferente da Teoria do Criacionismo e do Pastafarianismo.

A Formação da vida na Terra

Acredita-se que a vida na Terra tenha surgido há cerca de 2 bilhões de anos, e, segundo a teoria que hoje prevalece (de Oparin e Müller), o primeiro ser vivo surgiu da combinação de elementos químicos presentes na Terra primitiva.

A fim de romper as moléculas dos gases simples da atmosfera e reorganizar as partes em moléculas orgânicas, era preciso energia, abundante na Terra jovem. Existia calor e vapor d’água. Tempestades violentas eram acompanhadas de relâmpagos que forneciam energia elétrica. O Sol bombardeava a Terra com partículas de alta energia e luz ultravioleta. Essas condições foram simuladas em laboratório, e os cientistas demonstraram que assim se produzem moléculas orgânicas. Entre elas, estão alguns aminoácidos, os importantes blocos de construção das proteínas, componentes fundamentais da matéria viva.

Em seguida, na seqüência que conduziu à vida, esses compostos foram levados da atmosfera pelas chuvas e começaram a se concentrar em certas áreas do oceano. Algumas moléculas orgânicas tendem a se agarrar no oceano primitivo, esses agregados provavelmente tomaram a forma de gotas, envolvidos por fina película protetora. Denominam-se esses seres de coacervados. Essas estruturas, apesar de não serem vivas, têm propriedades osmóticas e podem se unir, formando outro coacervado mais complexo. Da evolução destes coacervados, surgem as primeiras formas de vida. Os primeiros seres vivos, segundo se acredita, eram heterótrofos (buscavam o alimento fora deles), habitante das águas, unicelular e com um único sentido: o tato.

Emmanuel, através da mediunidade de Chico Xavier, escreve no livro “A Caminho da Luz” que todo esse processo admirável não foi obra do acaso, resultado de forças cegas, inconseqüentes, e sim, a conseqüência de um trabalho bem elaborado dos Espíritos superiores, responsáveis pelo destino de nosso planeta. Emmanuel nos informa que Jesus (ele mesmo) e sua falange de engenheiros, químicos e biólogos siderais estiveram presentes todo o tempo, acompanhando fase a fase o despertar da vida no planeta. Não podemos também desconsiderar a presença do princípio inteligente (que poderíamos chamar de “Deus”) que, como “campo organizador da forma”, deve ter exercido um papel preponderante no processo de gênese orgânica.

Emmanuel nos diz:

“E quando serenaram os elementos do mundo nascente, quando a luz do Sol beijava, em silêncio, a beleza melancólica dos continentes e dos mares primitivos, Jesus reuniu nas Alturas os intérpretes divinos do seu pensamento. Viu-se então, descer sobre a Terra, das amplidões dos espaços ilimitados, uma nuvem de forças cósmicas que envolveu o imenso laboratório em repouso. Daí a algum tempo, podia-se observar a existência de um elemento viscoso que cobria toda a Terra. Estavam dados os primeiros passos no caminho da vida organizada.”

Este relato, obviamente que de forma romanceada, sugere elementos da Panspermia, teoria marginalizada pela ciencia até poucos anos e que sustenta que o “detonador” da vida na Terra foram elementos provenientes do espaço (trazidos por cometas, meteoritos e nebulosas).

Nas questões 43, 44 e 45 de “O Livro dos Espíritos” (de 1857), a Quimiossíntese e a Teoria dos Coacervados, deAlexander Oparin (de 1936), são prenunciadas pelos Espíritos, com palavras diferentes, mas com a mesma idéia.

A Evolução Orgânica

Não mais se discute hoje a realidade do processo evolutivo. A evolução das espécies é um fato inquestionável. Através de processo múltiplos e fenômenos diversos, os primeiros seres vivos, unicelulares e simples, foram os precursores de todas as formas complexas de vida. Mas qual o mecanismo dessa evolução? Duas teorias, agindo conjuntamente, sem se excluírem, tentam explicar a evolução:

Darwinismo: lançado em 1859, por Charles Darwin (No livro “A Origem das Espécies”). O Darwinismo se baseia na seleção natural, ou seja, os seres mais aptos sobrevivem, enquanto os menos aptos desaparecem.

Mutacionismo: teoria que teve em Hugo de Vries seu idealizador, baseia-se no conceito de mutação (toda alteração no patrimônio genético dos seres, que se transmite às espécies descendentes). Segundo essa teoria o aparecimento de espécies novas seria o resultado de várias mutações ocorridas nas espécies anteriores.

Como o macaco se tornou homíneo até hoje é uma incógnita. Nunca encontramos realmente o “elo perdido”, a espécie biológica que represente esta transição. Já chegamos bem perto, mas ainda falta “algo”. Tal vácuo dá espaço até para teorias de seres alienígenas que ficaram responsável por esta transição, com alterações in vitro e por meio de reprodução controlada inter-espécies (teoria esta não de todo maluca, se formos pesquisar nas lendas dos povos antigos, como os sumérios, índigenas e asiáticos).

Mas vejamos o pensamento de Kardec, em seu tempo, numa ciência ainda fortemente influenciada pelo modelo grego em que beleza = evolução, vemos no livro “A Gênese“, de Allan Kardec, cap. 11, a “Hipótese sobre a origem do corpo humano”:

Bem pode dar-se que corpos de macaco tenham servido de vestidura aos primeiros Espíritos humanos, forçosamente pouco adiantados, que viessem encarnar na Terra, sendo essa vestidura mais apropriada às suas necessidades e mais adequadas ao exercício de suas faculdades, do que o corpo de qualquer outro animal. Em vez de se fazer para o Espírito um invólucro especial, ele teria achado um já pronto. Vestiu-se então da pele do macaco, sem deixar de ser Espírito humano, como o homem não raro se reveste da pele de certos animais, sem deixar de ser homem.
Fique bem entendido que aqui unicamente se trata de uma hipótese, de modo algum posta como princípio, mas apresentada apenas para mostrar que a origem do corpo em nada prejudica o Espírito, que é o ser principal, e que a semelhança do corpo do homem com o do macaco não implica paridade entre o seu Espírito e o do macaco.
Admitida essa hipótese, pode-se dizer que, sob a influência e por efeito da atividade intelectual do seu novo habitante, o envoltório se modificou, embelezou-se nas particularidades, conservando a forma geral do conjunto. Melhorados os corpos, pela procriação, se reproduziram nas mesmas condições, como sucede com as árvores de enxerto. Deram origem a uma espécie nova, que pouco a pouco se afastou do tipo primitivo, à proporção que o Espírito progrediu. O Espírito macaco, que não foi aniquilado, continuou a procriar, para seu uso, corpos de macaco, do mesmo modo que o fruto da árvore silvestre reproduz árvores dessa espécie, e o Espírito humano procriou corpos de homem, variantes do primeiro molde em que ele se meteu. O tronco se bifurcou: produziu um ramo, que por sua vez se tornou tronco.

O tempo passou, aprendemos coisas como ecosistema, beleza só não põe mesa, a natureza não dá saltos, jacarés e ornitorrincos estão muito bem, obrigado, nada se perde, tudo se transforma, etc. A questão evoluiu no espiritismo pelas mãos de Chico Xavier e Emmanuel, que nos esclarecem que muitas das transformações que se verificaram nos seres foram, anteriormente, promovidas em suas estruturas perispirituais, entre uma existência e outra (ou seja, no plano espiritual!). Os Espíritos construtores, sob a supervisão de Jesus, retocavam, em vezes sucessivas, as formas perispiríticas, e estas alterações criariam o campo magnético para as futuras mutações.

Conta ainda que os seres atuais não tinham, no princípio da vida, suas formas biológicas totalmente definidas. Experiências múltiplas, no patrimônio genético dos nossos antepassados, coordenadas por geneticistas siderais, foram modelando aquelas formas que deveriam persistir até os tempos atuais. A seleção natural se incumbiria de fazer desaparecer as formas primitivas inaptas. Ou seja, uma mistura de Mutacionismo, Design Inteligente e Darwinismo. Interessante.

Emmanuel volta a dizer:

Extraordinárias experiências foram realizadas pelos mensageiros do invisível. As pesquisas recentes da ciência sobre o tipo de Neanderthal, reconhecendo nele uma espécie de homem bestializado e outras descobertas interessantes da Paleontologia, quanto ao homem fóssil, são um atestado dos experimentos biológicos a que procederam os prepostos de Jesus, até fixarem no primata as características aproximadas do homem futuro. Os séculos correram o seu velário de experiências penosas sobre a fronte dessa criatura de braços alongados e de pelos densos, até que um dia as hostes do invisível, operaram uma definitiva transição no corpo perispiritual pré-existente, dos homens primitivos, nas regiões siderais e em certos intervalos de suas reencarnações. Surgem os primeiros selvagens de compleição melhorada, tendendo à elegância dos tempos do porvir.

A evolução espiritual

Quanto à origem dos Espíritos, quase nada se sabe. Allan Kardec diz: “Desconhecemos a origem e o modo de criação dos Espíritos; apenas sabemos que eles são criados simples e ignorantes, isto é, sem ciência e sem conhecimento, porém perfectíveis e com igual aptidão para tudo adquirirem e tudo conhecerem. Na opinião de alguns filósofos espiritualistas, o princípio inteligente, distinto do princípio material, se individualiza e elabora, passando pelos diversos graus da animalidade. É aí que a alma se ensaia para a vida e desenvolve, pelo exercício, suas primeiras faculdades. Esse seria, por assim dizer, o período de incubação. Haveria assim filiação espiritual do animal para o homem, como há filiação corporal.”

Hoje não resta mais dúvida de que os Espíritos, em sua longa trajetória, têm percorrido os diversos reinos da natureza. O pensamento de Léon Denis, de que “a alma dorme na pedra, sonha na planta, move-se no animal e desperta no homem”, está plenamente incorporado ao corpo doutrinário do Espiritismo.

André Luiz, no livro “Mecanismos da Mediunidade” explica que “Temos, hoje, o Espírito por viajante do Cosmo, respirando em diversas faixas de evolução, condicionados nas suas percepções, à escala do progresso que já alcançou”. E que tal progresso, estampado no campo mental de cada alma, vai ser condicionado por duas variantes: “o tempo de evolução, ou seja, aquilo que a vida já lhe deu, e o tempo de esforço pessoal naconstrução do destino, ou seja, aquilo que ele próprio já deu à vida”.

No livro “No mundo Maior”, André Luiz completa o seu pensamento: “Não somos criações milagrosas, destinadas ao adorno de um paraíso de papelão. Somos filhos de Deus e herdeiros dos séculos, conquistando valores, de experiência em experiência, de milênio a milênio”.

Assim, no reino mineral, o princípio espiritual refletiria a sua presença nas manifestações das forças de atração e coesão com que as moléculas se ajuntam em característicos sistemas cristalográficos.
No reino vegetal, mostraria maiores aquisições pelo fenômeno de sensibilidade celular.
No reino animal, o princípio inteligente somaria novas aquisições refletidas nos instintos.
No reino hominal, todo esse cabedal de experiências estaria ampliado pelos novos lastros da concientização, a carregar consigo, raciocínio, afetividade, responsabilidade e outras tantas condições que caracterizam esta fase.

_____________________________Princípio Inteligente

mineral – atração
vegetal – sensação
animal – instinto
hominal – razão
_____________________________

Reino Mineral

Acredita-se que antes de unir-se ao elemento material primitivo do planeta, (o “protoplasma”, na expressão de Emmanuel), dando início a vida no orbe, o princípio inteligente encontrava-se nos cristais, completando seu estágio de individualização em longuíssimo processo de auto-fixação, ensaiando, aos poucos, os primeiros movimentos internos de organização e crescimento volumétrico.

Até hoje constitui fato pouco explicado pela ciência acadêmica, de determinadas substâncias arranjarem-se sob a forma de cristais perfeitamente arrumados segundo linhas geométricas definidas, o que não deixa de ser uma organização, ainda que não um organismo.

“O cristal é quase um ser vivente”, disse Gabriel Delanne. Naturalmente que não iremos pensar numa inteligência própria da matéria. Todavia, o cientista Jean Emille Charon declarou que “o comportamento das partículas interatômicas revela vida incipiente”.

Reino Vegetal e Animal

Após adquirir a capacidade de aglutinar os diversos elementos da matéria em sua peregrinação pelos minerais, o princípio espiritual vai iniciar outra etapa de sua longa carreira evolutiva. Identifica-se com os vírus, logo a seguir com as bactérias rudimentares, as algas unicelulares e, sucedendo-as, com as algas pluricelulares. O princípio inteligente passa então a vivenciar as experiências nos vegetais mais complexos, melhor estruturados, onde ele vai adquirir a capacidade de reagir direta ou indiretamente a qualquer mudança exterior (irritabilidade) e depois a faculdade de sentir, captar e registrar as alterações do meio que o cerca (sensação) – conquistas do princípio espiritual em seu percurso pelo reino vegetal.

Mais tarde, assinala-se o ingresso da “energia pensante”, no reino animal. O princípio inteligente vai desdobrar-se entre os espongiários, os celenterados, os equinodermos e crustáceos, anfíbios, répteis, os peixes e as aves, até chegar aos mamíferos. Neste imenso percurso, o elemento espiritual estará enriquecendo a sua estrutura energética, aprimorando o seu psiquismo rudimentar e assimilando os valores múltiplos da organização, da reprodução, da memória, da auto-preservação, enfim, dos diversos instintos, preparando-se para a sublime conquista da razão.

Afirma-se que a conquista maior do princípio inteligente em sua passagem pelos animais foi o instinto.

Denomina-se instinto às formas de comportamento dos organismos que não são adquiridas durante a vida, mas herdadas. São impulsos naturais involuntários pelo qual os seres executam certos atos de forma mecânica, sem conhecer o fim ou o porquê desses atos (como o gato enterrar suas fezes e urina, ou certos pássaros fazerem seus ninhos de certa forma).

No entanto, em muitos animais, especialmente nos animais superiores (macaco, cão, gato, cavalo, muar e o elefante), já identifica-se uma inteligência rudimentar. Além dos atos instintivos, observa-se, às vezes, atitudes que demandam certo grau de perspicácia e lucidez. Seria uma forma primitiva de inteligência relacionada apenas a coisas que importam à auto-preservação do animal.

André Luiz diz que nos animais superiores observa-se um pensamento descontínuo e fragmentário, a partir do qual vai desenvolver-se o pensamento contínuo do reino honimal.

_____________________________Conquistas do Princípio Inteligente

Atração: capacidade de aglutinar os elementos da matéria;
Sensação: faculdade de reagir aos estímulos do meio;
Instinto: atitudes espontâneas, involuntárias, reflexas, características da espécie;
Razão: consciência que o indivíduo tem de si mesmo e do meio que o cerca.
_____________________________

Reino Hominal

Afirma André Luiz que, para alcançar a idade da razão, com o título de homem, dotado de raciocínio e discernimento, o ser automatizado em seus impulsos, no caminho para o reino angélico, despendeu nada menos que um bilhão e meio de anos.

Com a conquista da razão, aparece o raciocínio, a lucidez, o livre-arbítrio e o pensamento contínuo. Até então, o progresso tinha uma orientação centrípeta, ou seja, de fora para dentro; o ser crescia pela força das coisas, já que não tinha consciência de sua realidade, nem tampouco liberdade de escolha. Ao entrar no reino hominal, o princípio inteligente – agora sim, Espírito – está apto a dirigir a sua vida, a conquistar os seus valores pelo esforço próprio, a iniciar uma evolução de orientação centrífuga (de dentro para fora).

Mas a conquista da inteligência é apenas o primeiro passo que o Espírito vai dar em sua estadia no reino hominal. Ele deverá agora iniciar-se na valorosa luta para conquistar os valores superiores da alma: a responsabilidade, a sensibilidade, a sublimação das emoções, enfim, todos os condicionamentos que permitirão ao Espírito alçar-se à comunidade dos Seres Angélicos


Gênese e Espiritismo

06/06/2014

Digitally generated image showing volcanic eruptions during formation of Earth

Sérgio Biagi Gregório

A inquietação do homem leva-o a perquirir sobre a origem da vida e do universo. A Bíblia e a Ciência fornecem-nos algumas explicações. Nosso propósito e analisá-las sob a ótica da Doutrina dos Espíritos.

Segundo a Bíblia, no princípio dos tempos Deus criou, simultaneamente, todas as plantas e animais superiores, a partir da matéria inerte. Deus, do pó da terra, forma o primeiro homem – Adão -, sopra-lhe as narinas e lhe dá vida. Retira-lhe uma de suas costelas e cria a Eva. Esta é tentada pela serpente e come, juntamente, com Adão o fruto proibido – a maçã. Literalmente considerada esta noção é mitológica e antropomórfica. Dá-se a impressão que Deus é um ceramista que manuseia os seres criados por Ele.

Segundo a Ciência, a vida é o resultado de uma complexa evolução que durou uma centena de milhões de anos. Sua origem nos é infensa. Contudo, estabelece algumas hipóteses sobre o começo. Dentre as hipóteses aventadas, a mais aceite pelos cientistas é a de que a vida se originou a partir da formação do protoplasma, matéria elementar das células vivas. O protoplasma evolui para as bactérias, vírus, amebas, algas, plantas, animais até chegar à formação do homem.

Segundo o Espiritismo, a vida, também, é o resultado desta complexa evolução comprovada pela Ciência. Allan Kardec em A Gênese, André Luiz em Evolução em Dois Mundos e Emmanuel em A Caminho da Luzatestam para a formação da camada gelatinosa, depois das altas temperaturas e resfriamento pelo qual passou o nosso planeta, na época de sua constituição, há cinco bilhões de anos. Há o aparecimento do protoplasma e toda a cadeia evolutiva. A diferença entre Ciência e Espiritismo é que o segundo faz intervir a ação dos Espíritos no processo de evolução.

Os Espíritos, para o Espiritismo, foram criados simples e ignorantes com a determinação de se tornarem perfeitos. Para isso necessitam do contato com a matéria. André Luiz em Evolução em Dois Mundos cita que o princípio inteligente estagiando na ameba adquire os primeiros automatismos do tato; nos animais aquáticos, oolfato; nas plantas, o gosto; nos animais, a linguagem. Hoje somos o resultado de todos os automatismos adquiridos nos vários reinos da natureza. Assim, no reino mineral adquirimos a atração; no reino vegetal, asensação; no reino animal, o instinto; no reino hominal, o livre-arbítrio, o pensamento contínuo e a razão.

Allan Kardec, no capítulo XII de A Gênese, esclarece-nos com precisão a linguagem figurada da Bíblia. Adão e Eva não seria o primeiro e único casal, mas a personificação de uma raça, denominada adâmica; a serpente é o desejo da mulher de conhecer as coisas ocultas, suscitado pelo espírito de adivinhação; a maçã consubstancia os desejos materiais da humanidade.

A busca do conhecimento nas obras básicas e complementares da Doutrina Espírita auxilia o nosso pensamento na descoberta da verdade. Empenhemo-nos, pois, neste estudo comparativo, se quisermos ter uma visão mais ampla e profunda do Espiritismo.

Fonte de Consulta

  • XAVIER, F. C. e VIEIRA, W. Evolução em Dois Mundos, pelo Espírito André Luiz, 4. ed., Rio de Janeiro, FEB, 1977.
  • KARDEC, A. A Gênese – Os Milagres e as Predições Segundo o Espiritismo. 17. ed., Rio de Janeiro, FEB, 1976.

O Fluido Cósmico Universal

06/06/2014

Fluido cosmico universal

Paulo Antonio Ferreira

O FCU ou Fluido Cósmico Universal foi o nome dado pelos Espíritos ao fluido elementar imponderável que serve como intermediário entre o Espírito e a matéria1, que permite a adesão das partículas de matéria e apresenta inúmeras combinações que são observadas como campo eletromagnético e como fluido vital2, sendo ainda o princípio da matéria pesada3.

Comparando com os conceitos da Física, poderíamos associá-lo ao éter, ao campo, ao espaço e à energia. Entretanto esses conceitos da ciência são limitados porque só são válidos no contexto particular ou teoria em que são mencionados. Por outro lado, os conceitos da Física têm variado com o passar do tempo. Por exemplo:

O conceito de campo teve diferentes significados dados por Mach, Maxwell, e Einstein. Na física clássica do século IX o campo só existia no interior dos corpos materiais sendo um conceito auxiliar. Na virada do século XX verificou-se que os fenômenos de interferência e propagação da luz podiam ser melhor explicados se considerássemos a luz se propagando num campo capaz de existir também no espaço vazio, o que implicava na existência do éter como um espaço em repouso absoluto. Mas a Teoria da Relatividade Especial tornou insustentável a hipótese de um éter em repouso. O campo passou então a ser um elemento irredutível da descrição física, tendo sido necessário renunciar à idéia de que o campo eletromagnético deva ser considerado como um estado de um substrato material. Hoje, com a teoria do campo quântico, a palavra campo representa algo bem diverso do seu significado inicial, possuindo propriedades mecânico-quânticas e partículas associadas.
A palavra fluido também variou muito desde a época de Kardec quando o éter era pensado como um fluido em repouso. Hoje, em Física, a palavra fluido é um nome associado apenas a substâncias materiais como os gases e os líquidos, indicando a possibilidade de movimento relativo interno.
Mesmo o conceito de espaço mudou com a teoria da Relatividade Especial, passando a ser um contínuo quadridimensional onde tempo e espaço passaram a ser equivalentes, e depois mudou com a Teoria da Relatividade Geral pois foi dotado de curvatura que depende da quantidade de matéria presente. Na atualidade já foi detectado o arrastamento da estrutura do espaço próximo de buracos negros, deixando o espaço assim de ser considerado como tendo existência independente, ou de ser apenas uma entidade matemática, para ter uma existência objetiva, solidária com a matéria. Mas, diferentemente dos físicos relativistas, os físicos de partículas vêm o espaço-tempo como um cenário de fundo fixo no qual os grávitons (partículas do campo gravitacional) e outros quanta (como os fótons do campo eletromagnético) podem interagir e se propagar. Para os físicos que estudam a teoria das cordas supersimétricas o espaço-tempo deve ter dez dimensões sendo que as dimensões extras são “invisíveis” porque elas se enrolam em círculos muito pequenos, do tamanho do comprimento de Planck (10-35 m!).
Assim, ninguém poderá afirmar que os conceitos atuais da Física não continuarão mudando com o advento de novas teorias no futuro.

Que nome seria escolhido hoje para designar algo que explicasse tanto os campos quanto a energia, o espaço, o fluido vital e que ainda fosse o elemento do qual matéria e antimatéria fossem constituídos? Um elemento assim seria amplo, universal em sua capacidade de explicar tudo, e teria características análogas a um fluido em sua acepção atual, e preencheria o espaço cósmico. Que nome seria melhor do que Fluido Cósmico Universal? Se associarmos o FCU aos conceitos da ciência da época de Kardec isso pareceria um tanto ultrapassado. Mas quem pode dizer que o conceito transmitido pelos Espíritos não era mais parecido com os conceitos atuais da ciência ou quiçá ainda mais avançados, tendo sido interpretado por Kardec pela compreensão que se tinha atingido até então? Se lermos com esse novo enfoque as respostas do Livro dos Espíritos não teremos dúvidas quanto a isso. E o livro “A Estrutura da Matéria segundo os Espíritos” conceitua o FCU como um campo contendo como partículas associadas as partículas elementares, partículas elementares essas ainda não estudadas pela ciência.

Estou certo de que um dia a Física adotará esse nome ou outro similar para designar a substância elementar constitutiva do espaço e da matéria. Nesse dia um tributo será prestado ao Espiritismo por ter salvado esse termo que nos foi dado pelos Espíritos. Em alguns casos devemos usar palavras diferentes das usadas por Kardec, para sermos melhor entendidos por todos, mas no caso do FCU não faz sentido estarmos atualizados com a ciência terrestre quando essa ciência ainda está engatinhando quando comparada à ciência dos Espíritos4. Além disso não devemos nos preocupar tanto com revisões da Doutrina. Os livros básicos da Doutrina Espírita devem ser deixados como estão. Seria uma grande pretensão nossa acharmos que estamos hoje muito adiantados e que os conceitos transmitidos pelos Espíritos estariam ultrapassados. À vista das constantes mudanças do significado das palavras com a evolução da Física, como vimos acima, teríamos que estar então preparados para reescrever os livros da Doutrina Espírita quase que anualmente.

Usemos portanto termos atualizados em nossas palestras, artigos e novos livros, fazendo o devido paralelo com os termos da Doutrina para que todos possam entendê-los, mas não nos esqueçamos que são só palavras, conforme nos foi dito pelos Espíritos5:

- “As palavras pouco importam: Cabe-vos formular vossa linguagem de modo que possais entender uns aos outros. Quase sempre vossas disputas vêm de que não vos entendeis quanto às palavras, porque vossa linguagem é incompleta em relação às coisas que não vos ferem os sentidos.”

Rio de Janeiro, 15 de Julho de 2000.

1 – “O Livro dos Espíritos”- Allan Kardec – Cap.II, pergunta 27, FEB.

2 – “O Livro dos Espíritos”- Allan Kardec – Cap.II, pergunta 64, FEB.

3 – “O Livro dos Espíritos”- Allan Kardec – Cap.II, pergunta 29, FEB.

4 – “O Livro dos Médiuns”- Allan Kardec – Cap. XXVI, item293, pergunta 25, FEB.

5 – “O Livro dos Espíritos”- Allan Kardec – Cap.II, pergunta 28, FEB.

Este artigo e outros do autor podem ser encontrados na Internet no endereço: http://users.bmrio.com.br/unidual/


Espiritismo e Antimatéria

06/06/2014

antimateria

Por Renato Pirani via Saindo da Matrix

No mais recente livro do físico brasileiro Carlos de Brito Imbassahy Arquitetos do Universo: O Outro Lado da Física à Luz da Ciência Espírita temos alguns esclarecimentos sobre o paradigma da Mecânica Quântica. Nesse sentido, o livro seria adequado ou para leigos em Espiritismo, ou para leigos em Física Quântica, levando-se em conta o grau de dificuldade de entendimento dos pressupostos teóricos desta última. Quando Heisenberg fez experimentos com aceleradores de partículas, notou que muitas delas não “obedeciam” aos “comandos” do pesquisador, no caso do “bombardeador”. Segundo Imbassahy, Heisenberg chegou a estabelecer que tais partículas subatômicas tinham como que “vontade própria”, e isto foi o bastante para que outro eminente físico quântico o ridicularizasse: o físico Schrödinger.

A explicação para tal “paradoxo”, só veio a partir das pesquisas de outro físico não menos famoso: o norte-americano Murray Gell-Man. Ele concebeu (não sei se ele foi o primeiro a descobrir isso) que as partículas subatômicas tinham o seu “lado oposto”, que seria a anti-matéria, ou a anti-partícula, o que seria de se esperar que tais partículas se anulassem mutuamente, devido aos seus pólos negativos/positivos.
Na opinião do físico Imbassay (e do próprio Heisenberg) a anti-matéria seria precisamente um campo de energia subjacente às partículas materiais e que determinariam o comportamento dessas últimas. E, nesse sentido, a anti-matéria seria algo pertencente a esse “mundo das idéias”, de que falara Platão, há quase 2.500 anos atrás.

A Teoria da Relatividade Geral de Einstein também foi, ao lado do “Princípio da Incerteza” da Mecânica Matricial de Heisenberg, um duro golpe no materialismo das teorias biológicas do final do século XIX e começo do século XIX, já que ele havia demonstrado que a matéria é apenas uma forma de energia em movimento, ou algo que o valha. No conceito einsteiniano, matéria é energia que se condensa. Somando-se este conceito, às descobertas de Heisenberg e Gell-Man, que viram na anti-matéria o verdadeiro agente para os motos fenomênicos, pôde-se chegar à conclusão hoje, de que a matéria é uma entidade inerte, ou seja, ela não organiza – como pensavam os biólogos – mas é organizada, através desse “campo de força” da anti-matéria.

É importante notar que esta teoria de Heisenberg-Gell-Man é um pressuposto que abala a teoria do Big-Bang, pois que, se a anti-matéria é um campo de força subjacente às várias formas de expressão das partículas materiais, então é óbvio que a anti-matéria é que teria dado origem ao universo. A “grande-explosão”, nesse contexto, seria apenas um efeito remoto e não uma causa propriamente dita.

Vale acrescentar que – segundo observou Isaac Asimov, em seu livro O universo – se partirmos das Leis da Termodinâmica, veremos que só é possível criar energia a partir de alguma energia já existente. Mas na filosofia de René Descartes já estava presente o Princípio de Conservação da Energia – embora exista hoje, o conceito de entropia (a energia se conserva, mas sempre um pouquinho dela é dissipado – já que, a energia estando contida no Plenum Divino (Fluido Cósmico), ela não poderia se dissipar). De modo que o Big-Bang não é a origem do Universo. Aliás, pode-se notar que, atualmente, na comunidade científica, são poucos os astrônomos e astrofísicos que ainda acreditam na Teoria do Big-bang, na perspectiva deste último constituir-se enquanto causalidade do Universo.


Velho Testamento – Livro Levítico: Estudo 011

05/06/2014


MEDIUNIDADE E DOENTES

05/06/2014

MEDIUNIDADE E DOENTES

No que se referem aos doentes, os cientistas ateus apenas enxergam o corpo na alma e os religiosos extremistas apenas enxergam a alma no corpo; as inteligências sensatas, porém, observam uma e outro, conjugando bondade e medicação nos processos de cura.

Os cientistas ateus, ao modo de técnicos puros, quase sempre entregam exclusivamente ao laboratório toda a orientação terapêutica, interpretando a moléstia como sendo mero caso orgânico de curso previsto, qual se o corpo fosse aparelho frio, de comportamento pré-calculado, esquecendo-se de que os corpúsculos brancos do sangue fabricam antitoxinas sem haverem freqüentado qualquer aula de química.

Os religiosos extremistas, à feição de místicos intransigentes, quase sempre entregam exclusivamente à oração todo o trabalho socorrista, interpretando a moléstia como sendo simples ato expiatório da criatura, qual se a alma encarnada fosse entidade onipotente na própria defensiva, olvidando que os vírus não interrompem o assalto infeccioso diante dessa ou daquela preleção de moral.

As inteligências sensatas, no entanto, percebem que o corpo se move à custa da alma, sabendo, porém, que a alma, no plano físico, precisa do corpo para manifestar-se, embora reconheçam que toda reação substancial procede do interior para o exterior, razão pela qual, em todos os tratamentos, como anão supletiva, será lícito recorrer às forças inesgotáveis do espírito.

 

Na mediunidade curativa, portanto, suprime a enfermidade, quanto possível, com o amparo da medicina criteriosa, mas unge-te de amor para socorrer o doente.

A solidariedade ergue o índice da confiança e a confiança mobiliza instintivamente os recursos da Natureza.

Pronuncia a prece que reconforte e estende o passe magnético que restaure, como se fossem pedaços de teu próprio coração em forma de auxílio.

Sobretudo, não envenenes o ânimo de quem sofre.

Ainda mesmo diante dos criminosos e viciados que a doença arruína, levanta a voz e alonga os braços, sem qualquer nota de azedia ou censura, recordando que possivelmente estaríamos nós no lugar deles se tivéssemos padecido as provas e tentações nas quais sucumbiram, agoniados.

Seja quem for o doente do qual te aproximes, compadece-te quantas vezes se fizerem necessárias, entendendo que é preciso aprender a ajudar o necessitado, de maneira que o necessitado aprenda a ajudar a si mesmo.

Somente assim descobrirás, tanto em ti quanto nos outros, o surpreendente poder curativo que dimana, ilimitado e constante, do amor de Deus.

 

Do livro “Seara dos Médiuns”. Emmanuel. Psicografia de Francisco C. Xavier.


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